Contra o governo Maduro

Protestos na Venezuela deixam 21 mortos desde o início de abril

Somente na madruga de quinta para sexta-feira, foram 12 vítimas; saques foram registrados em dezenas de estabelecimentos comerciais

Por AFP
21/04/2017 - 11h37min
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Foto: RONALDO SCHEMIDT / AFP

Doze pessoas morreram durante manifestações entre a noite de quinta-feira e a madrugada desta sexta em Caracas, informou o Ministério Público, o que eleva a 21 o número de vítimas fatais em três semanas de protestos violentos contra o governo de Nicolás Maduro.

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Em um comunicado, o órgão confirmou a morte de 11 pessoas e o registro de seis feridos "durante os atos de violência ocorridos em El Valle", ao sudoeste da capital da Venezuela, onde houve saque a uma padaria.

"Algumas das vítimas morreram eletrocutadas" durante saques "e outras por ferimentos causados por armas de fogo", declarou a Procuradoria. O comunicado também menciona a morte de um homem no popular bairro Petare, a leste de Caracas, cuja morte já havia sido relatada pelo prefeito da cidade. A vítima não participava da manifestação.

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"Com muita dor informo a morte por disparo de arma de fogo de Melvin Guaitan, um humilde trabalhador que morava no bairro Petare, em Sucre", disse Ocariz no Twitter.

Em outra mensagem, o prefeito afirmou: "Melvin foi assassinado na entrada do bairro 5 de Julho durante o protesto esta noite. Exigimos investigação e punição aos culpados!".

Em El Valle, área pobre densamente povoada, uma verdadeira batalha se estendeu das 21h até o amanhecer. Veículos da Guarda Nacional e da polícia dispersaram com gás lacrimogêneo pequenos protestos de pessoas que criaram barricadas de lixo em muitas esquinas, o que provocou enfrentamentos violentos.

Além disso, saques foram registrados em dezenas de estabelecimentos comerciais. Nesta sexta-feira, os moradores da região retiravam as barricadas de lixo, vidro e outros destroços resultantes dos ataques às lojas.

O governo e a oposição culpam um ao outro pelos episódios de violência durante os protestos iniciados no dia 1º de abril. Os confrontos e a desordem ocorreram no final de um dia em que milhares de pessoas marcharam nas ruas do leste da capital e de outras cidades para exigir eleições gerais, um dia depois de uma mobilização maciça de opositores que deixou três mortos.

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*AFP

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