Terremoto no poder

Temer investigado, suposta propina ao PT, gaúcho admite caixa 2: fatos de hoje sobre a delação da JBS

Veja um resumo do que aconteceu nesta sexta no caso da delação da JBS

Por Zero Hora
19/05/2017 - 19h59min
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Dólar em baixa
Com intervenção do Banco Central após a disparada na véspera — o dólar encerrou a quinta-feira (18) vendido a R$ 3,39 — a moeda americana abriu o pregão desta sexta (19) em baixa e fechou em o dia negociado a R$ 3,25. Já a Bolsa, operou em alta.

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Vídeos de delação
Os vídeos com as delações premiadas dos donos da JBS foram liberados nesta sexta-feira (19) pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Neles, Joesley e Wesley Batista, Ricardo Saud, Valdir Aparecido, Florisvaldo Caetano de Oliveira e Demilton Antônio de Castro aparecem em conversas com o MPF.

Suposta propina a Temer desde 2010
Em um dos trechos da delação de Joesley Batista, o empresário descreve a relação que tinha com o presidente Michel Temer, detalha os pedidos de pagamento de propina feitos pelo presidente e conta sobre o último encontro, ocorrido no Palácio do Jaburu, em março deste ano. Segundo o delator, Temer solicitava pagamentos irregulares à empresa desde 2010. Joesley disse que, em 2014, pagou R$ 15 milhões ao então vice-presidente como agradecimento à atuação dele pelos interesses do grupo. Temer classificou as gravações de Joesley como "ilícitas", mas o ministro Fachin rebateu, dizendo que não há ilegalidade nelas.

STF autoriza investigação de Temer
O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou que o presidente Michel Temer seja investigado por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da Justiça. No mesmo inquérito também são suspeitos dos mesmos crimes o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Janot diz ter verificado que Aécio e Temer tem buscado impedir que as investigações da Lava-Jato avancem. Aécio nega a intenção

Compra de deputados no impeachment
Os executivos da JBS revelaram ter pago suborno a deputados para tentar evitar o impeachment de Dilma Rousseff. Dono da JBS afirma que pagou cinco deputados para votarem contra impeachment da ex-presidente. 

Onyx admite caixa 2
O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) admitiu ter recebido R$ 100 mil de caixa 2 da JBS para sua campanha em 2014. Pelo menos mais três gaúchos são citados pela JBS por supostamente terem recebido vantagem indevida da empresa:os deputados Alceu Moreira (PMDB) e Jerônimo Goergen (PP) e o ex-deputado e ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira.

Suposta propina de US$ 150 milhões para Lula, Dilma e PT 
Uma conta que seria destinada a Lula recebeu pagamentos indevidos de US$ 50 milhões, depositados no Exterior. O mesmo expediente teria sido usado, disse Joesley, para enviar US$ 30 milhões a uma conta atribuída a Dilma fora do país. Dilma nega as acusações.

MPF exige R$ 11 bilhões da L&F para acordo
O Ministério Público Federal do Distrito Federal quer o pagamento de R$ 11,169 bilhões pela J&F pelo acordo de leniência com a Justiça. Já os representantes da J&F propuseram pagar R$ 1 bilhão. O MPF informou que a empresa tem até às 23h59min desta sexta-feira (19) para responder se aceitará o valor sugerido. Se isso não acontecer, o MPF diz que considerará expirada a proposta.

Campanha de Sartori é envolvida
Em depoimento, o executivo da JBS Ricardo Saud diz ter repassado R$ 1,5 milhão em propina à campanha do governador José Ivo Sartori. O pagamento, feito a pedido de Aécio Neves (PSDB-MG), que concorria à Presidência, teria ocorrido na campanha de 2014, como "doação oficial dissimulada".

Especialistas avaliam situação
Para juristas ouvidos por ZH, Temer terá sérias dificuldades de escapar de uma condenação criminal. Mesmo que alguns considerem que não eram tão explícitos como pareciam no início, eles são graves e a postura presidencial, omissa. Já na avaliação das possíveis saídas do labirinto da crise, ZH ouviu nove pessoas, de diferentes áreas, com visões distintas e opiniões divergentes. Veja o que cada um disse

Temer tenta manter imagem de normalidade
Apesar da gravidade das acusações, Temer tentou construir cenário de normalidade institucional. Recebeu em seu gabinete o ministro da Defesa e os comandantes das Forças Armadas, além de ministros e aliados. Também telefonou para o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, anunciando a sanção do plano de recuperação fiscal dos Estados.

GRÁFICO: o que estava em jogo nas negociações
Gravações feitas na delação premiada de Joesley Batista apontam teia de interesses que o une a Michel Temer, Rodrigo Loures e Ricardo Saud.

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