Economia

Brasil pode gerar 2 milhões de vagas nos próximos dois anos com trabalhista, diz ministro

Segundo Ronaldo Nogueira, salto se daria em modalidades específicas previstas na reforma, como os contratos por jornada parcial, trabalho intermitente e por produtividade

Por Estadão Conteúdo
17/07/2017 - 17h55min
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Brasil pode gerar 2 milhões de vagas nos próximos dois anos com reforma trabalhista, disse ministro do Trabalho.
Brasil pode gerar 2 milhões de vagas nos próximos dois anos com reforma trabalhista, disse ministro do Trabalho. Foto: Gabriela Korossy / Agência Câmara

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, afirmou nesta segunda-feira (17) que, nos próximos dois anos, o Brasil tem capacidade de gerar 2 milhões de postos de trabalho com a reforma trabalhista. Segundo ele, com base em estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), este salto se daria em modalidades específicas previstas na reforma.

— São o contrato por jornada parcial, o contrato de trabalho intermitente e o contrato por produtividade. Estes são os novos contratos que surgiram com a reforma — afirmou. — Juntos, poderão gerar 2 milhões de empregos em dois anos. 

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Segundo ele, existem hoje no país 38,6 milhões de empregos formais. Daqui a dois anos, o montante chegará aos 40 milhões. 

— E quem dizia que o trabalhador ia perder direito (com a reforma) vai ter de se explicar daqui para frente — afirmou. — A segurança jurídica é fundamental. Logo, o mercado dará sinais de confiança.

Reforma ministerial

Questionado durante a coletiva sobre possível reforma ministerial, em função da luta do governo para enterrar a denúncia contra o presidente Michel Temer, Nogueira, que é do PTB, saiu pela tangente. 

— Sou ministro do Trabalho. Quem defende o conjunto de apoios do governo é o presidente — disse Nogueira.

A respeito da medida provisória que pode regulamentar pontos da reforma trabalhista, Nogueira afirmou que a expectativa é de que ela seja editada logo após o recesso parlamentar. Ele ressaltou, porém, que o fim do imposto sindical obrigatório é definitivo. 

— O imposto sindical não existe mais, ele é facultativo. A Câmara não será afrontada neste sentido — concluiu.

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