Economia

IFI prevê novo déficit do governo central em junho de cerca de R$ 20 bi

Por Estadão Conteúdo
17/07/2017 - 17h37min
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A Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal previu, nesta segunda-feira, 17, que as contas do governo central em junho terão um déficit em torno de R$ 20 bilhões. Essa é a primeira prévia que a IFI divulga e a ideia é que as estimativas sejam divulgadas todos os meses pela instituição, que acompanha a política fiscal brasileira. O rombo nas contas do governo de junho acontece após o governo registrar déficit também muito elevado em maio, de R$ 29 bilhões.

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A IFI faz as suas projeções com base em dados preliminares extraídos do Siga Brasil, sistema desenvolvido pelo Senado. Segundo o diretor-adjunto da IFI, Gabriel Leal de Barros, o resultado será novamente impactado pela antecipação do calendário de pagamento dos precatórios para o primeiro semestre. Em anos anteriores, essa antecipação ocorreu no segundo semestre.

Ele explicou que há, basicamente, três tipos de precatórios e sentenças judiciais: de pessoal, de Previdência e Assistência Social (LOAS), e de outras despesas de custeio e capital. Estes últimos, pagos em dezembro entre 2014 e 2016, tiveram seu calendário antecipado para junho deste ano.

A IFI identificou gasto de cerca de R$ 8 bilhões em junho. Os demais itens do gasto obrigatório da União, com exceção de abono e seguro-desemprego, manterão sua trajetória ascendente, de acordo com a IFI. Gabriel Leal de Barros destacou que o gasto com pessoal está num trajetória bastante elevada, acima de outros gastos. Pelos dados da IFI, o gasto com pessoal deve registrar alta próxima de 9%, enquanto as despesas gastos com a Previdência e Assistência social (LOAS) deverão crescer em torno de 6,2% e 6,6%, respectivamente.

Apesar do recuo persistente nos gastos discricionários (-5,4%), a antecipação do pagamento de precatórios e os gastos com pessoal e previdência exerceram maior influência na dinâmica da despesa primária, que avançou R$ 10 bilhões em relação a junho de 2016, de acordo com a IFI.

Pelo lado da receita, há importante sinal de melhora nas administradas e previdenciárias, compensadas pelo menor volume de receitas não recorrentes, notadamente com concessões, afirma a IFI no seu relatório. "Há, contudo, surpresa positiva na arrecadação com dividendos, de R$ 2 bilhões", diz o relatório divulgado hoje.

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