Luiz Zini Pires

Cinco problemas que Renato não consegue solucionar no Grêmio

Time não mostra mais o bom futebol do final da temporada passada

20/03/2017 - 17h27min
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Foto: Félix Zucco / Agencia RBS

Quase 70 dias depois do começo da temporada 2017, três competições como testes, Primeira Liga, Gauchão e Libertadores, o Grêmio ainda não reencontrou o futebol que o fez campeão, pentacampeão, da Copa do Brasil. 

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O relógio de Renato está correndo e o time não anda. Empaca até contra times do Gauchão, como o bem organizado Veranópolis. Sofre. Todos esperavam uma equipe mais competitiva no começo da temporada. 

1) O treinador perdeu jogadores importantes no começo da temporada. Cito três: Walace, que deixou o clube, e Maicon e Douglas, por lesão. É desculpa, mas não é tudo. Com dois meses de treinos, não aparece nada de novo. Pelo contrário, a competitividade diminuiu. Os reservas chamados não se destacaram. As opções do treinador não ofereceram mais qualidade ao time.

2) O problema central está no meio de campo. Sem Walace, o time perdeu proteção, força física e boa saída de bola. Jaílson, que é bom jogador, e Michel, que ainda não mostrou nada de especial, não se completam. São jogadores da mesma posição. Falta um primeiro volante, que pode ser Damián Musto. O setor deixou o Grêmio mais frágil na defesa e menos qualificado no ataque. 

 3) Marcelo Oliveira não consegue fazer o trabalho completo de um lateral. A posição é carência antiga. Ao chamar um reforço, o clube apostou no ofensivo Cortez, com total apoio do treinador. Reserva e titular é quase a mesma coisa. O ataque sofre demais se um jogada forte pelo lado esquerdo. 

4) Aos poucos e com novos jogadores – o grupo de hoje é melhor do que o do ano passado –, Renato tenta mudar o estilo de jogo que fez sucesso com Roger - e com ele mesmo no final de 2016. O que se vê é falta de treino e excesso de rachões. Quando usou um número 9, como Barrios, não acertou o esquema. Barrios já viveu melhores momentos. O time competitivo da Copa do Brasil perdeu o conjunto que o fez letal. Aliás, Gata Fernández não é armador nem aqui e nem na Argentina. É meia atacante.

5) Renato, um dos grandes responsáveis pelo último grande título tricolor, é um agregador. É um grande motivador. Domina o grupo com sobra, mas sofre quando precisa fazer uma trabalho a longo prazo, desenhar um novo time, desenvolver um estilo de jogo. Seu currículo prova. Ele precisa se superar na Arena em 2017. A bola continua com ele. A confiança no seu trabalho permanece intacta na Arena.

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