Frustração milionária

Ascensão e queda da empresa que prometia construir o prédio mais alto do Estado

Os negócios da empresa de Lorival Rodrigues espalharam promessas e decepções com obras inacabadas que nunca saíram do chão, mas que tiveram unidades vendidas para mais de 400 pessoas

Por José Luís Costa e Jeniffer Gularte
30/06/2017 - 09h48min
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Prédio residencial com 286 apartamentos está obras paradas desde 2014 em Gravataí
Prédio residencial com 286 apartamentos está obras paradas desde 2014 em Gravataí Foto: Omar Freitas / Agencia RBS

Em agosto de 2012, o mercado imobiliário gaúcho entrou em ebulição com um anúncio cujo slogan era o "empreendimento que irá fazer história". Estava surgindo em Gravataí — cidade com 273 mil habitantes, terceira mais populosa da Região Metropolitana e o terceiro maior PIB do Estado — o prédio mais alto do Rio Grande do Sul. Uma imponente torre de 42 andares com mirante e heliponto a 132 metros de altura, de onde se vislumbraria Porto Alegre e municípios vizinhos.

A previsão de que o Majestic Business Tower faria história se confirmou. Mas de um jeito bem diferente. Cinco anos depois do lançamento e de vendas de parte dos 287 conjuntos comerciais na planta, não existe um tijolo sequer do arranha-céu. No lugar dele, o que se vê é mato crescendo.

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A maquete do Majestic, prédio que seria a torre mais alta do Rio Grande do SulFoto: Divulgação / Reprodução
Terreno em Gravataí onde era para ser erguido o Majestic, o maior prédio do EstadoFoto: Carlos Macedo / Agencia RBS


O Majestic é o símbolo da derrocada do M.Grupo, líder de um conjunto de 91 empresas, a maioria tendo como sócios Lorival Rodrigues e seu filho Cyro Santiago Rodrigues. Em junho de 2016, o M.Grupo somava R$ 505,8 milhões em dívidas com clientes, bancos, investidores, agentes financeiros e tributos fiscais. Um balancete apresentado para pleitear assistência gratuita em processos revelou que, se a empresa vendesse todo o patrimônio, mesmo assim ficaria devendo R$ 153,9 milhões.

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Lorival Rodrigues: homem de fala mansa e jeitão caipira

Lorival Rodrigues, 62 anos, nasceu em São Carlos (SP) mas escolheu o Rio Grande do Sul para fazer investimentosFoto: MGrupo / Divulgação

Filho de família humilde, nascido há 62 anos em São Carlos (SP), Lorival viveu em Ribeirão Preto e Itatiba, também no interior paulista, onde se formou em Psicologia e Filosofia. No final dos anos 1970, mudou-se para Porto Alegre porque, segundo o que contava, nutria um forte desejo de conhecer o Rio Grande do Sul, influenciado pelas histórias de um tio viajante.

Na capital gaúcha, fez especializações, casou, teve dois filhos e se tornou sócio de uma clínica de atendimento psicoterápico. Em 2001, comprou seu próprio consultório, no bairro Auxiliadora. Quatro anos depois, mudou de ramo. Entre junho de 2005 e maio de 2006, foi empregado do Magazine Luiza no Estado. Sua função era identificar locais para aberturas de novas filiais. Foi nessa época que abriu com familiares a Magazine Sul Representações, empresa terceirizada que vendia consórcios. Em setembro de 2008, cancelou seu registro profissional nos conselhos Regional e Federal de Psicologia e fundou, com o filho Cyro, a Magazine Incorporações — nome fantasia M.Grupo, com o M significando múltiplas atividades.

De fala mansa e jeitão de caipira, Doutor Lorival, como é chamado, seduzia clientes e investidores com promessas de lucros tentadores. Prometia investir R$ 1 bilhão em prédios comerciais e residenciais, hotéis e operações em shoppings e de táxi aéreo em Porto Alegre e outras seis cidades gaúchas. Sua meta era expandir os negócios para Santa Catarina e Paraná.

Mas Lorival e Cyro tropeçaram em maus negócios e soterraram a empresa em débitos milionários. O M.Grupo é alvo de dezenas de títulos protestados em cartórios, réu em centenas de ações de execução cível e trabalhista, e vem perdendo a posse de bens por ordem da Justiça, assim como imóveis residenciais.

Em oito empreendimentos, a empresa frustrou sonhos profissionais e da casa própria de mais de 400 pessoas. São administradores, advogados, arquitetos, comerciantes, corretores de imóveis, contadores, dentistas, economistas, médicos e pecuaristas que aplicaram suas economias em dois hotéis do tipo flat, três conjuntos habitacionais e três prédios comerciais em Gravataí — incluindo o Majestic.

Seis prédios erguidos pelo M.Grupo não passam de esqueletos. Aos compradores, a alternativa que restou foi se unir em associações para reivindicar a posse dos imóveis. E a Justiça tem dado ganho de causa a eles, que já desembolsaram R$ 90 milhões, mas ainda terão gastos para concluir as obras.

Outros dois empreendimentos, um flat anunciado em Atlântida e o prédio que seria o mais alto do Estado, em Gravataí, sequer saíram do papel. Quem comprou não tem interesse na obra porque teria de começá-la desde o alicerce. Pelo menos 75 pessoas adquiriram salas no Majestic, em média, por R$ 300 mil. O GDI localizou algumas, mas parte delas, constrangidas, evitam exposição pública. Quem concorda em falar pede para o nome ser preservado.

É o caso de um administrador de 35 anos, que investiu dinheiro guardado durante 20 anos.

— Era pega-ratão. Agora espera-se que os donos do M.Grupo sejam responsabilizados — desabafa.

Individualmente ou em pequenos grupos, os compradores do Majestic tentam na Justiça recuperar o dinheiro investido. Um processo aberto por um comprador resultou no decreto de falência da Magazine Incorporações. A ordem foi assinada em fevereiro pela juíza Giovana Farenzena, da Vara de Direito Empresarial, Recuperação de Empresas e Falências da Capital. A decisão ainda depende de confirmação pelo Tribunal de Justiça do Estado.

Além dos prédios, o M.Grupo vem sendo destituído de shoppings, alienados como garantias de financiamentos. A Ápice Securitizadora, administradora de fundos de pensão em São Paulo, emprestou, entre 2013 e 2014, R$ 198 milhões ao M.Grupo para investir em seis empreendimentos — shoppings em Gravataí, Santa Cruz e Xangri-Lá, parte dos shoppings de Bento Gonçalves (40%) e Lajeado (30%) e um hotel em Bagé. A dívida seria quitada com o aluguel de salas nos shoppings e de quartos no hotel. Mas o M.Grupo não cumpriu — a dívida é de R$ 231 milhões —, e a empresa perdeu a propriedade dos empreendimentos. A Ápice assumiu e, na quinta-feira, realizou leilão do shopping de Gravataí e dos 30% do shopping de Lajeado. Não apareceram interessados. A Ápice seguirá no controle. Em Gravataí, a ideia é organizar uma nova gestão.

— O M.Grupo apresentou argumento pífio de crise econômica, reduzindo os pagamentos em 80% de um mês para o outro. Bastou visitar o shopping de Gravataí para perceber que 80% dos lojistas não haviam saído e algo estava errado. O que o M.Grupo pagou não cobriu sequer a manutenção das dívidas — afirma o advogado da Ápice, Ricardo Jobim.

Em 2015, já mergulhado na crise, o M.Grupo passou a atuar no mercado financeiro com a emissão de R$ 420 milhões em debêntures por meio da M.Invest, um dos braços da empresa. O dinheiro pagaria financiamentos e novos empreendimentos. Foram lançadas duas séries de debêntures, sendo vendidos a R$ 169,8 milhões, com vencimentos em 2022 e 2025. Conforme a coordenadora líder da emissão, a Positiva CCTVM, a venda dos papéis está suspensa, após notícias sobre negócios do M.Grupo. A Positiva CCTVM está sugerindo outros imóveis para substituir os que foram dados em garantia. Se forem aprovados, a venda das debêntures poderá ser retomada.


No discurso, afinidades com magazine luiza

Entre junho de 2005 e maio de 2006, Lorival Rodrigues foi empregado da empresa Magazine Luiza no Rio Grande do Sul. Sua função era identificar locais para aberturas de filiais na época em que companhia paulista comprou a rede gaúcha Lojas Arno.

A partir de junho de 2006, Rodrigues passou a vender consórcios, entre outros, do Magazine Luiza. O M.Grupo surgiu dois anos depois e ganhou holofotes vendendo a imagem de uma empresa sólida e que seria um braço imobiliário do conglomerado paulista. A própria razão social do M.Grupo (Magazine Incorporações) sugeria alguma afinidade comercial — o que sempre foi refutado pela direção do Magazine Luiza.

Clientes do M.Grupo contam que Lorival Rodrigues se apresentava como parente dos donos do Magazine Luiza. Procurada pelo GDI, a assessoria de comunicação da empresa assegurou não existir laços de sangue entre ele e Luiza Trajano, presidente do Conselho de Administração da companhia. Confirmou que Rodrigues é sobrinho do marido de uma tia dela. Mas negou qualquer relação de negócios com o M.Grupo.

Vida de luxos e operações na área da aviação

A casa em Jurerê InternacionalFoto: Marco Favero / Agencia RBS

A aviação deveria ser a vitrine mais reluzente para os negócios do M.Grupo, mas também não decolou. Em 2012, Lorival Rodrigues adquiriu a Star Air Táxi Aéreo, comprando três aeronaves de pequeno porte de um empresário de Passo Fundo — um Carajá, um Seneca e um Xingu, com capacidades para até oito passageiros cada. Os aviões não entraram em operação.

Fabricados nos anos 1980, não tinham condições de voar porque as inspeções de manutenção anuais estavam vencidas — os modelos Carajá e Xingu não são mais produzidos — e o serviço foi considerado caro.

Rodrigues mandou colocar adesivo do M.Grupo e o logotipo da Star Air nos três aviões e os deixou em um hangar alugado no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre. O Xingu, usado para fotos de divulgação, foi o único a ganhar uma minirreforma e bancos de couro. Os donos do M.Grupo pouco apareciam na Star Air. Eventualmente, quando recebiam clientes para reuniões, um ou outro avião era retirado do hangar e empurrado para o pátio por um trator como se estivesse sendo preparado para decolar.

Mesmo sem aviões próprios — os três foram vendidos depois —, a Star Air funcionou por cerca de dois anos operando como táxi aéreo com aeronaves de terceiros. Um jato Phenom 300 e dois Aero Commander eram sublocados para viagens fretadas de políticos e empresários e para transporte de valores. O serviço parou quando o M.Grupo entrou em decadência e começaram os atrasos nos repasses de dinheiro para os donos dos aviões. Os cerca de 10 empregados foram demitidos em meados de 2014. 

Escritório lacrado e casas abandonadas

A expansão do M.Grupo aconteceu muito rapidamente. Dois anos antes, em 2012, com as primeiras transações bem-sucedidas do M.Grupo, Rodrigues se habituou a comemorar as vendas com champanhe Veuve Clicquot (preço médio de R$ 400). O empresário costumava entregar aos clientes garrafas dessa bebida francesa.

A família Rodrigues tinha 14 automóveis, oito importados — duas Lamborghini, dois Jeep Hummer, Porsche Cayenne, Mercedes-Benz S63 e Cadillac Escalade e Bentley. Com alguns, circulava em Jurerê Internacional, em Florianópolis. Parte da frota é personalizada, com as iniciais do nome de Cyro Rodrigues, filho e sócio de Lorival, nas placas.

Até o ano passado, Cyro frequentava restaurantes e casas noturnas de Porto Alegre rodeado de amigos, invariavelmente bancando as contas. Em Xangri-Lá, chegou a ser sócio de uma extinta danceteria e, em Florianópolis, era cliente vip em camarotes da casa noturna The Roof. Em uma noite, um homem ergueu uma placa com a frase "Cyro The Roof te ama!!!".

A derrocada do M.Grupo levou a um recuo estratégico. O escritório de dois andares que havia sido alugado e que servia de sede, no bairro Boa Vista, foi esvaziado, e a empresa retornou para o antigo consultório de psicologia de Lorival Rodrigues.

Em 14 de fevereiro deste ano, quando foi decretada a falência da Magazine Incorporações, a Justiça lacrou o escritório — que já estava indisponível desde o ano passado, interditado devido a ações trabalhistas. Naquele dia, o cenário era de abandono no espaço de 92 metros quadrados.

O imóvel havia sido dado como garantia ao Bradesco em um empréstimo de R$ 701,9 mil (com vencimento em julho de 2018). O Banco Safra também exige o imóvel em uma ação de execução na 1ª Vara Cível do Fórum Central da Capital por causa de uma dívida de R$ 841,4 mil.

O esfacelamento da estrutura do M.Grupo se deu aos poucos. Em agosto de 2016, a empresa tinha perdido a filial na capital paulista. Por uma dívida de R$ 3,1 milhões, o Banco Daycoval levou a leilão o escritório de 175 metros quadrados. Era a sede de 16 empresas ligadas ao M.Grupo.

Em junho daquele ano, por causa de outro débito, o Banco Modal, do Rio de Janeiro, havia garantido na Justiça carioca a propriedade de um apartamento ligado ao grupo, de 362 metros quadrados, em Porto Alegre, avaliado em R$ 3,3 milhões. A residência também é alvo de pedidos de penhora em processos que tramitam em duas varas cíveis da cidade.

Em fevereiro deste ano, a 19ª Câmara Cível da Capital determinara ao dono de uma fábrica de móveis a reintegração de posse de um apartamento de cobertura também vinculado ao grupo. Avaliado em R$ 7,1 milhões, o imóvel tem dois andares com 769 metros quadrados, piscina e quatro vagas de garagem.

Fora adquirido por meio de uma troca. O M.Grupo daria ao dono 32 apartamentos, de dois dormitórios cada, nas torres residenciais de Gravataí — que estão inacabadas. A empresa de Rodrigues deveria seguir pagando o financiamento da cobertura, mas atrasou parcelas, e o apartamento foi desocupado.

Desde setembro de 2012, a casa construída por Lorival Rodrigues, onde morava desde 1996, no bairro Chácara das Pedras, na Capital, está alienada ao Banrisul. Até agosto, ele terá de concluir o pagamento de um empréstimo de R$ 2,4 milhões para evitar a perda da moradia, que está avaliada em R$ 1 milhão. O imóvel está fechado, e o portão, sem fechadura, trancado com corrente e cadeado. Os Rodrigues não são mais vistos em Porto Alegre. Um homem, que seria empregado do M.Grupo, de vez em quando vai até a casa.

Em Jurerê Internacional, uma mansão, comprada em 2013, está vazia desde o último verão. Assim como acontece com outros bens, a casa de 574 metros quadrados, com dois pavimentos e subsolo, avaliada em R$ 3,5 milhões, foi indisponibilizada para venda, em janeiro, por decisão da 4ª Vara do Trabalho de Porto Alegre em razão de um processo trabalhista. O imóvel também está alienado junto ao Banco Safra, que emprestou R$ 3,2 milhões em novembro de 2015 com vencimento em novembro de 2019.

A casa que sediava grandes festas, nas quais a piscina era feita de geladeira forrada com garrafas de Veuve Clicquot e barras de gelo, conforme o depoimento de conhecidos de Cyro Rodrigues, é hoje um símbolo da derrocada do M.Grupo e de seus projetos grandiosos que jamais saíram do papel.

A palavra de Lorival Rodrigues, sócio do M.Grupo

O GDI procurou Lorival Rodrigues por telefone e encaminhou 33 questionamentos via e-mail na terça-feira. Na quinta, o empresário respondeu.

Sobre o empréstimo não quitado junto à Apice (o GDI apurou que foram dois empréstimos, um de R$ 135 milhões e outro de R$ 63 milhões, que somam R$ 198 milhões).

A Ápice é uma securitizadora de recebíveis. Foi realizado um credito de R$ 135 milhões, dos quais já foram pagos R$ 40 milhões, dando em garantia imóveis avaliados em valores superiores a R$ 600 milhões e aluguéis a serem recebidos nos shoppings. Com a crise brasileira, caiu em 70% o recebimento mensal dos shoppings, causando inadimplência nos pagamentos. Buscamos um alongamento de fluxo de pagamento, como os lojistas nos solicitaram, para poder equacionar o fluxo de caixa entre o que recebíamos nos shoppings e a parcela mensal, uma operação simples que todo o mercado está fazendo. Foi realizado um processo que está em andamento.

Sobre dívidas com a compra do shopping de Xangri-Lá e de um terreno na mesma cidade, onde seria construído um hotel.

A Magazine Incorporações tem os pagamentos amarrados a condicionantes. Não podemos revelar essas condicionantes, pois há termo de confidencialidade entre as partes.

Sobre a venda de unidades de um hotel em Xangri-Lá que não foi construído (O GDI apurou que compradores receberam metade do valor e estão cobrando o restante na 5ª Vara Cível do Fórum Central da Capital).

Não procede tal informação. Existia interesse de se fazer um projeto, mas não houve viabilidade financeira, devido à crise.

Sobre a venda de salas dos dois prédios do Unique, em Gravataí, e sobre a alienação junto ao Banco do Brasil (o DGI apurou que a obra do Unique está 75% concluída).

Uma incorporadora vende unidades, pois é regra do crédito a produção ter um percentual mínimo vendido para começar a liberar recursos conforme a medição. No Unique, foram vendidas unidades e contratado financiamento do Banco do Brasil. Alguns clientes pararam de pagar, e o banco parou de liberar recursos. Hoje, o Unique tem 90% pronto, faltando o Banco do Brasil liberar os recursos para a conclusão. E estamos renegociando com clientes para equalizar os atrasos dos pagamentos.

Sobre a venda, para uma empreiteira, do terreno onde seria o hotel em Xangri-Lá, sobre a indisponibilidade, por ordem da Justiça, do escritório do M.Grupo na Capital, e da casa em Jurerê, e, ainda, sobre os leilões do escritório do M.Grupo, em São Paulo.

A Magazine Incorporações, como uma empresa privada e não de capital aberto, faz uso das estratégias necessárias para fazer frente a negociações entre partes, o que não é de interesse público e sim privado.

Sobre venda de salas do prédio Majestic, que não foi construído em Gravataí (o GDI apurou que compradores de salas ingressaram na Justiça cobrando a devolução de valores pagos).
O projeto Majestic é uma grande perda para o Estado. Após um ano aprovado, no momento que já estávamos com uma empreiteira contratada e um fundo de investimento proposto a financiar a obra, o órgão que cuida do espaço aéreo, que é de Curitiba, travou o projeto. As poucas unidades vendidas foram recompradas pela incorporadora.

Sobre venda de unidades do flat da Rua 24 de Outubro (o GDI apurou que a obra foi paralisada quando estava 71% concluída).
Uma incorporadora vende unidades, o objetivo dela é este. Foi contratado financiamento do Banco Modal para concluir a construção. Alguns clientes pararam de pagar. Hoje, o flat tem 85% pronto. Estamos renegociando com clientes para equalizar os atrasos de pagamentos.

Sobre a permuta mal sucedida que envolveria a entrega de 32 apartamentos no residencial de Gravataí e um apartamento em Porto Alegre.
Não procede tal informação, e esta afirmação pública está ferindo o direito privado.

Sobre as dívidas do M.Grupo junto aos antigos proprietários dos shoppings de Bento Gonçalves e Santa Cruz do Sul.
Também se trata de contratos da Magazine Incorporações, que tem pagamentos amarrados a condicionantes, que não podem ser revelados.

Sobre o fato de a administração do shopping de Gravataí não pagar contas de energia elétrica.
Quem paga as contas de energia é o condomínio do shopping. Houve inadimplência, então fizemos diversos aportes para pagar os valores devidos. Quem fez má gestão foi a presidência do país, que, em menos de quatro anos, criou uma recessão que nos fez perder uma década de investimentos.

Sobre o fato de a administração do shopping de Lajeado não pagar contas de luz.
A administração do shopping de Lajeado não é responsável pelo pagamento das contas de energia, visto que essa é uma atribuição do condomínio do shopping. Todas as contas do condomínio são pagas através dos valores recebidos dos lojistas destinados a esse título. Em momentos pontuais ocorreram atrasos nos pagamentos, sendo que todos se deram em razão da alta inadimplência dos lojistas naqueles momentos, chegando esta à cifra aproximada de R$ 1,5 milhão. Todavia, esses débitos foram negociados pelo condomínio com a empresa fornecedoras e estão sendo pagos. O shopping se encontra em pleno funcionamento, sem qualquer intercorrência.

Sobre o interesse do M.Grupo em pagar as dívidas e retomar os shoppings (o GDI apurou que a Ápice Securitizadora já tem a propriedade dos shoppings de Gravataí, Xangri-Lá e Santa Cruz, além de parte do de Lajeado).
Não foi perdido nenhum. Em todos estão sendo tomadas as medidas cabíveis. Há conflito de interesses em uma crise que estamos todos sofrendo.

Sobre obras interrompidas nas torres residenciais de Gravataí (o GDI apurou que a obra está 47% concluída).
Trata-se de um projeto vinculado ao Minha Casa, Minha Vida. O Banco do Brasil parou de pagar as medições de obra. Entramos com processo para receber e o projeto ser concluído. Neste momento, a obra está 73% concluída.

Sobre o fato de se apresentar como parente de Luiza Trajano, presidente do Conselho de Administração da empresa Magazine Luiza.
A informação não é procedente: Lorival Rodrigues nunca se apresentou como parente de Luíza Trajano. Seu laço de parentesco é com o fundador do Magazine Luiza.

Sobre a emissão e a venda de debêntures pela MInvest, em nome de compradores, em que foi usado o recurso e sobre garantia de pagamento aos investidores.
Essas informações são restritas e confidenciais. Fazem parte da Emissão CVM 476.

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