Segurança Já

Polícia busca câmeras para identificar matador de rainha de bateria em Cachoeirinha

Paola Serpa, 33 anos, foi morta ao buscar a filha em aula de dança

Por Jocimar Farina
17/02/2017 - 11h24min
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Foto: Brigada Militar / Divulgação

Imagens de câmeras de um condomínio e do sistema de monitoramento da prefeitura poderão contribuir nas investigações que apuram a autoria do assassinato da comerciante Paola Serpa, de 33 anos, ocorrido na noite de quinta-feira, em Cachoeirinha. O delegado Newton Martins de Souza Filho informou que a polícia trabalha com a possibilidade de latrocínio, mas não descarta outras circunstâncias.

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Testemunhas estão sendo ouvidas nesta sexta-feira na delegacia. Elas disseram ter ouvido três disparos.

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Paola estava estacionada com seu veículo na Avenida Obedy Cândido Vieira, no Distrito Industrial. Ela aguardava a filha de sete anos que fazia aulas de música. Por volta das 19h, moradores do entorno do local do crime disseram que ouviram tiros e foram para a rua ver o que tinha acontecido, quando depararam com um homem abandonando o carro onde estava a vítima e fugindo em direção a um Voyage prata.

Ouça a entrevista do delegado Newton Martins de Souza Filho à Rádio Gaúcha:

Ligada ao Carnaval, desde o ano passado Paola era rainha da bateria da escola de samba Imperatriz Dona Leopoldina, de Porto Alegre. Antes, até 2015, ocupou o posto de musa dos ritmistas da Acadêmicos de Gravataí. Na quarta-feira, ela ainda participou do ensaio da Imperatriz, na Zona Norte da Capital.

Foto: Reprodução / Facebook

O caso é parecido com o do latrocínio que vitimou Cristine Fonseca Fagundes, 44 anos, em 25 de agosto de 2016. Na ocasião, Cristine foi abordada por um bandido armado enquanto esperava seu filho em frente ao Colégio Dom Bosco, no bairro Higienópolis, zona norte de Porto Alegre. O criminoso exigiu que ela entregasse o celular. Sem reagir, ela foi baleada na cabeça. A repercussão do caso foi tão grande que o então secretário de Segurança do Estado, Wantuir Jacini, pediu exoneração do cargo após o crime e o Piratini pediu auxílio federal para a segurança pública.

*Zero Hora

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